Pertencimento

 Pertencimento






Sentir-se parte de um ambiente, de um grupo, da vida de alguém. Estar em contato com estes lugares e ter acolhimento, respeito, espaço para se expressar, ouvir e ser ouvido, receber e compartilhar informações e opiniões. Ser importante, ter uma função significativa.


A sensação de pertencimento nos traz alegria, conforto e nos estimula a estar sempre em lugares e situações que nos conectam  com pessoas que se alinham com nosso estilo de  vida, crenças e/ou propósitos.


Quando falta a sensação do pertencimento, parece haver um vazio, uma insatisfação e até mesmo tédio. Entramos em pensamentos de como nos sentir aceitos, onde e com quem validar nosso jeito de ser, e mesmo que não tenhamos um estilo muito definido, os ambientes podem ir nos moldando. Mesmo que esses moldes não sejam necessariamente os mais adequados ao nosso bem-estar e verdadeira felicidade. 


Muitas vezes podemos pensar que tal grupo ou pessoa é o melhor para nós, mas pode ser pela facilidade de entrar neste grupo, algo irracional, até mesmo infantil de achar que é o ideal. Isto ocorre muito na adolescência, quando queremos nos desvincular um pouco (ou muito) do meio familiar para ter nossa própria identidade e maneira de pensar; maneira esta que é mais influenciada pelo grupo do que por nossas próprias conclusões, pois não se questiona muito o que é propagado nestes grupos. Simplesmente vamos sendo levados por idéias e padrões que nos trazem a falsa sensação de que temos um estilo próprio, o que está longe de ser real. No fundo os adolescentes se encantam com aquilo que os faz terem relevância na vida, que os tornam “diferentes”; mas ao mesmo tempo iguais aos colegas com quem convivem. 


E tudo bem se nós tivemos fases em que não havia muito discernimento e só desejávamos estar em contato com lugares e grupos que aumentassem nossa autoestima. O problema é quando já somos adultos, mais maduros e continuamos agindo como adolescentes em uma busca constante por aprovação alheia. Passando por cima de nossos valores, de nossa essência e potência criativa para vivermos de acordo com o que os outros julgam importante ou melhor para nós. Crescemos, mas muitas vezes somos tomados pela síndrome do impostor, de não sermos capazes de transmitir ao mundo nossos verdadeiros potenciais e qualidades humanas. 


A aparência física também é um aspecto muito marcante neste contexto de pertencimento, a maneira de nos vestir, de nos arrumar ou nos empenhar para nos mantermos com aspecto jovial diz muito sobre nossa personalidade, mesmo que tenhamos que seguir certos padrões por conta do trabalho ou ocasiões, sempre temos a possibilidade de expressar quem somos nós através de detalhes como cores, acessórios, comprimentos, ajustes, etc. O mesmo padrão de roupas de trabalho pode ser aplicado de várias maneiras, dependendo de como o usuário se adequa a ele e aplica toques pessoais. Ser original dentro de algumas regras de organização é uma maneira saudável de se expressar sem transgredir o entorno.



Ao sabermos quem realmente somos e porque somos, é muito mais fácil expressar nosso jeito de ser. Desta forma, naturalmente atraímos pessoas e situações que nos deem satisfação, a vida vai nos proporcionando essas dádivas, colocando as pessoas certas, no 

momento certo em nosso caminho, pessoas estas que nos levam a estar com mais e mais pessoas e dinâmicas que tornam nossa jornada muito mais satisfatória e auspiciosa.


 Este saber sobre nós mesmos acontece por meio de auto-observação, meditação, estudos de assuntos ligados a desenvolvimento humano e espiritualidade, o que nos traz mais sabedoria para detectar se estamos em harmonia com nossa verdadeira essência. Desta forma agimos de acordo com os propósitos de nossa alma para servir ao mundo da melhor maneira possível e sermos livres e felizes.


Quando estamos conectados com a luz, com o bem maior, somos naturalmente autênticos, porque Deus é a mais pura e poderosa autenticidade, tão grande que foi capaz de estender sua magnitude para todos os seres do planeta. Somos todas centelhas divinas, dotadas de capacidades coletivas e únicas que se integram harmonicamente.


Aprecie diversas formas de beleza e estilo, mas tenha a sua própria beleza e seu próprio estilo, interna e externamente. Esteja em grupos e com pessoas que te elevem e te ajudem a viver em sua melhor versão, sob perspectivas elevadas e sempre direcionadas para o Bem Maior.





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